Tuesday, January 02, 2007

Prestação de Contas 2006

Ano novo, post novo. Novas esperanças, novos desejos, novas preocupações, novas promessas que não serão cumpridas, mas que são indispensáveis pra que fiquemos com aquele gostinho de recomeço na boca. 2006 foi um ano que me deu coragem, que me fez mudar, renovar. Em 2006 dei passos muito largos, sem significar que foram maiores que minhas pernas. Na verdade, em 2006 eu descobri quão distante meus passos podem me levar.
Abandonei um curso na metade e me aventurei em outro quase só, quase sem apoio. Me vi mais frágil do que eu achava que fosse, mas descobri que consigo me levantar e seguir em frente mais rápido do que jamais pensei que conseguiria.
Solidifiquei algumas amizades, mantive outras, me afastei de poucas. Conheci pessoas que se tornaram importantes, outras que, mesmo não tão próximas, se tornaram pessoas que quero sempre por perto. E não tenho medo de citá-los, muito pelo contrário, acho que esse post é deles.
#KK: O Homem da minha vida. Um amigo que se mostrou disposto a tudo pra me fazer sentir bem sempre. Alguém que quero sempre do lado e sempre bem. Ele me dá a força que preciso pra ficar de pé e a segurança indispensável pra que não tenha medo de cair. Compartilhamos problemas, dividimos alegrias, desabafamos, choramos, rimos, contamos um com o outro. Andamos juntos e afirmo que não há nada que ele não saiba e não há um só momento que eu não o queira por perto.
#Nuno: A amizade crescente. A surpresa mais deliciosa do ano. O amigo que me fez ver que distância e falta de tempo não são obstáculos, que tempo não determina o amor e que fazer nada ou fazer tudo pode ser igualmente maravilhoso desde que se tenha a companhia certa. O cara que me diverte, me dá conselhos, pede conselhos. O amigo da balada, do almoço, das compras, das manhãs na frente da TV, o único que sempre me recebia em sua casa às 7 da manhã, com cara de sono, mas com um sorriso estampado.
#Nanda: O outro lado do negresco. A amiga que abandona mas que não perde seu lugar, passional, ela é aquela que vc quer bem de graça, que vc quer cuidar e não quer nunca que nada de ruim lhe aconteça. Com uma capa que parece intransponível, com o tempo vc vê que ela gosta de carinho, mesmo que não saiba te dizer exatamente isso. Muitas coisas nos une, muitos momentos, muitas risadas, muitas loucuras. E mais um ano começa com essa amiga do meu lado, e um desejo de que em 2007 a gente possa comemorar mais os momentos que passamos juntos.
#Lipe: Calado, com carinha de tímido, mas com um coração do tamanho do mundo. Lipe, chegou de mansinho e virou meu biscoito,meu marido, meu amor. Não consigo encontrá-lo e não querer pular em seu pescoço e não largar nunca mais. Em pouco ele me ganhou completamente, e hoje está no seleto hall das pessoas pelas quais faço qualquer coisa pra que fiquem bem.
Primo: Sumido, enrolado, adora torrar a paciência, mas não vivo sem. Sempre achando graça em tudo, ele sempre te faz rir e achar que tudo pode ser melhor do que parece. não gosta de assumir, mas ainda é um criança (hehehehehe) e como qualquer criança precisa de atenção, de carinho e de uns puxões de orelha de vez em quando. Chegou na minha vida há um ano e eu não quero que ele saia mais.
#Carol: Não sei nem o que dizer. Acho que passaria o resto da vida escrevendo o quanto a amo e como sua paciência foi importante pra mim. Me conquistou de uma forma tão forte que eu até tentei não ver, mas hoje é essencial, indispensável e insubstituível. Foi a melhor reaproximação de 2006 e a pessoa que mais tem estado na minha vida e feito dos meus dias horas muito melhores.
#Rafa: Meu china safado. Meu amigo de muitos anos, meu pequeno, o amigo que desde 2001 entrou na minha vida e não vai sair mais. Um dos amigos de colégio que mais tenho o prazer e o desejo de manter, e que trouxe com ele só coisas boas pra mim. Ele só trouxe bons ventos pra minha vida e sem ele metade da minha felicidade não iria existir.
#Lila: Minha fã nº 1. Nem eu lembro direito como ela foi se chegando no meu ano, mas foi rápido e certeiro e hoje ela é umas das amigas que sempre quero do lado, que sempre quero contar as coisas e uma das pessoas que sei que vou me divertir e viver bons momentos.
Em 2006 reencontrei o amor. E esse foi, sem dúvida, o melhor acontecimento do ano. Deixei de lado as mágoas, os receios, as defesas e me deixei amar de novo. e nunca tive tanta certeza de que não há nada melhor do que amar. Acho que só ser amado de volta. Como diz meu amigo KK: "O ser humano é par." Hoje eu sou par, e nunca estive tão feliz. Comecei o ano como pé direito e tenho certeza que vou terminá-lo da mesma forma.
Não serei mentirosa ao ponto de dizer que meu ano será perfeito, pq isso não existe. Mas o que faz das nossas experiências boas ou ruins, é o balanço no fim de tudo, é a comparação dos pontos altos e baixos. Em 2006 tive muitos pontos baixos, mas quando se tem as pessoas certas do lado, essas coisas se tornam mínimas. São apenas momentos em que percebemos como é bom não estar sozinho.
Quem venha 2007! Comecei da melhor forma e espero que esse ano possa me abrir as portas que preciso e que eu não me desespere diante das que fecharem. Que todos tenham um ano maravilhoso! E como não pode faltar, deixo meu obrigada a algumas pessoas que adoro e que foram muito importantes pra que eu tivesse momentos perfeitos!! #Shirlei, Dindi, Jô, Ananda, Mari, Carol Ribeiro, Jú, Mari, Lucky, Binho, Rennan e acho que só, né? quem não foi citado, tem 2007 ainda!! Hehehehe
Beijos, pessoas!

Friday, October 06, 2006

Alzheimer Político

Política é sempre um assunto que causa dois tipos de reação: a empolgação dos antenados de plantão, ou o tédio dos que não se interessam pelo poder político. eu faço parte do segundo grupo. No entanto, as eleições 2006 foram tão surpreendentes que nem eu consegui me calar.
Num ano em que a política se encontrava completamente enfraquecida e o horário político teve um déficit significativo em sua audiência, o resultado nos deu um susto e uma sensação de completo desespero.
A Bahia deu um fim na hegemonia Carlista e pegou toda a população baiana de surpresa, desde os seguidores ortodoxos do PFL, aos petistas de plantão. Vagner contrariou as mais renomadas pesquisas, venceu no primeiro turno e quase matou nosso "querido" cabeça branca do coração.
ACM se viu sem a prefeitura soteropolitana, sem seu "precious" governo do estado, e ainda teve que aguentar o segundo lugar de Rodolfo Tourinho que perdeu pra o queridinho do dos servidores do estado, João Durval. Essa virada no cenário político baiano fez brotar uma semente de esperança que há muito havia sido plantada naqueles que estavam saturados dos desmandos carlistas.
A situação agravante encontra-se no cenário nacional. Os resultados das urnas revelaram uma população que sofre de, no mínimo, perda de memória recente e falta de compreensão da importância dos nossos representantes políticos.
Nosso maior colégio eleitoral nos deu um verdadeiro morde-assopra, que deixou um país verdadeiramente apoplético. Os paulistas, que são a população desenvolvida perdido no falido Brasil, nos presenteou com vitória de Eduardo Suplicy com quase 9 milhões de votos. E do outro lado da moeda fizeram de Paulo Maluf o deputado federal mais votado do país. Será que a troca foi válida? Eu voto no não.
São Paulo não foi o único estado que demonstrou completa falta de consciência política. Nosso grande ex-presidente-confiscador de poupanças Collor, será mais um representante na capital do país. Delúbio-mensalão reforçará o time dos cara-de-aço que tomarão posse de cabeça erguida e consciência limpa, porque nós, brasileiros, fornecemos a água e o sabão para a lavagem.
E como não poderia faltar a diversidade e a mistura característica do brasileiro, o time de representantes se completa com Frank Aguiar e Clodovil, que afirmou não ter prometido nada a ninguém e que por isso não tinha proposta, que não sabia o que faria lá. E para não ser injusta, ele sabia duas coisas: 1)Não mudaria de residência. Faria como todos. Viajaria na terça e voltaria na quinta; 2) Estaria muito bem vestido, como sempre. E assim formamos nossa representação política. Ou melhor, quase formamos. Está faltando o nosso presidente-operário, que simplesmente nunca sabe de nada.
No fim teremos a programação televisiva preferida dos brasileiros: Malas recheadas, dinheiro na cueca e pizza, mas agora ao som de um forrozinho. E enquanto uns dançam, outros não sabem o que acontece, nem que algo acontece e outros nem estavam lá e negam mesmo diante de provas...
O que todos eles terão em comum???? Estarão vestidos em ternos impecáveis. By Clô, claro!

Wednesday, June 14, 2006

Será Que Deus É Brasileiro?!

Até o dia 13/06 cada jogo da Copa me tornava mais confiante, mais feliz. As seleções mostraram jogos mal articulados, jogadores desetimulados (para não dizer ruins), e resultados medíocres. Ontem o Brasil me fez ver que, apesar de ter tentado fechar meus olhos, a noss seleção é tão fraca quanto as outras.
Essa Copa do Mundo está sendo uma Copa de pequenos destaques. As seleções apresentam pontos fortes, mas detalhes que não têm garantido aquele show que todos acreditavam que veríamos! Trinidad e Tobago nos mostrou um goleiro muito bom, que coneguiu impedir que seu time terminasse a primeira partida com um saldo de gols de -8 (no mínimo). A croácia encarou o Brasil de peito cheio e trouxe uma boa marcação, mas um ataque fraquíssimo, principalmente se lembrarmos da nossa defesa (Lúcio e Juan! Por favor...). Nossa seleção tinha o quarteto considerado fantástico (Ronaldo, Kaká, Adriano e Ronaldinho), que não mostrou nenhum entrosamento. Ronaldo, que insiste em dizer que está em forma, mal saiu do lugar, Adriano tentou, mas não brilhou, Kaká fez um gol pra limpar a própria barra, mas também não foi o Príncipe aclamado do Milan que conhecemos. A defesa só funcionou, nas poucas vezes que foi acionada, por Dida (que não fazia mais que sua função) e por Emerson (que fazia mais do que deveria), um dos poucos que manteria se eu tivesse o emprego de Parreira. Cafú, coitado, corre de um lado pro outro, mas acredito que seu tempo tenha passado, ainda mais quando se tem Cicinho no banco, que eu acho fantástico.
Domingo vem mais um jogo e o Brasil vai ter que mostrar algum futebol. Os torcedores não engoliram esse 1x0, e vão gritar por mais.
A Copa está fraca, eu sei, mas o brasileiro não vai se contentar com essa primeira fase arrastada, de gols pingados, em golpes de sorte e diante de equipes incompletas. A Espanha conseguiu dar uma goleada que lhe dá um status não apenas pelo saldo de gols, mas pelo destaque perante TODOS os outros grupos que não estão sendo dignos de uma Copa do Mundo.
A Alemanha conseguiu sua segunda vitória e está com fome de título mundial. Seu time não foi dos melhores, mas ela fez sua parte: Evitou os ataques dos poloneses, colocou o goleiro polonês pra trabalhar (E como ele trabalhou! Foi o melhor jogador da Copa até então e não merecia ver sua equipe eliminada), fez um gol proveniente de um trabalho bem estruturada de toda equipe, e garantiu a felicidade de todos os torcedores que lotaram os estádios.
Ainda temos equipes como Itália, Alemanha, Espanha e Inglaterra que dão trabalho e não podemos esquecer da França, que apesar de mostrar ao mundo que é uma equipe de 5ª, tem uma sede de vitória, afinal, depois de 98 ela não sabe o que é isos em Copas. A fase eliminnatória da Copa está cada vez mais perto, a peneira está chegando e o Brasil precisa reconquistar nossa confiança, e sua próxima chance é contra a Austrália, que merece respeito visto que vem de uma boa vitória contra o Japão, mas tem uma equipe inferior tecnicamente.
Se Deus é brasileiro, eu não sei. Mas é fato que o Brasil vai precisar de muito mais que a ajuda Dele se quiser ganhar a Copa jogando do jeito que está!
Vamos torcer, né? É só o que nos resta!!! Ficamos de fora tem 13 letras! Espero que isso só sirva para os adversários!

Tuesday, May 30, 2006

A Nova Era Da 7ª Arte

Quem tem assistido os filmes mais aclamados da nova era da 7ª arte, pode constatar que essa fase de renovação vem com duas vertentes de abordagem: O social e o que eu chamo de "a vida como ela é". Explicarme-ei.
O Oscar foi um festival de filmes que consideraríamos "cult", tendo muitos deles sido exibidos em salas de arte (cito Orgulho e Preconceito, Brokeback Mountain e Boa Noite e Boa Sorte). Muitos chegaram a dizer que o Oscar havia mudado e escolhido esses filmes pra apenas mostrar um engajamento social. No entanto, esses filmes fazem apenas parte de uma nova tendência do CINEMA. Cada vez mais os fimes abordam temas mais sérios e deixam seus roteiros falarem mais que seus efeitos e explosões.
Outra tendência dos filmes atuais é a realidade cura, fria e muitas vezes triste. Filmes que mostram histórias de amor e hérios queridos pelo público tendo finais não tão românticos, longe de seus pares perfeitos. Filmes como "O Jardineiro Fiel", o próprio "Brokeback Mountain", Closer e, o que eu considero um dos pioneiros dessa nova onda, "Encontros e Desencontros", tratam não apenas do amor, mas principalmente da tristeza.
Os filmes não trazem o amor e sua beleza como primeira abordagem, mas têm a realidade cruel como foco, e o amor como uma salvação deliciosa, porém perecível.
O mais importantes desses filmes é que eles mostram, acima de tudo, que a vida é cíclica e que há momentos de sofrimento profundo, em que a morte parece ser a melhor opção, mas que depois de um tempo, as feridas cicatrizam e a vida continua. Que apesar das lágrimas, as pessoas levantam a cabeça e seguem seus caminhos. Que o amor dói, mas que nenhum amor é solitário, ele vem acompanhado de outros amores, e a vida é uma sucessão deles, sempre marcando as pessoas e seus corações.
Outro fator importante é o impacto que esses filmes causam naqueles que os assitem. Apesar de muitos falarem que não são muito fãs dos finais felizes, intimamente todos torcem pra que o mocinho fique com seu suposto "amor da vida", principalmente porque os que assistem interropem o acompanhamento da vida das personagens no momento em que os créditos começam a subir. Dessa forma fica suspensa o desenrolar da vida de cada um, e a simples possibilidades de eles terem acertado suas vidas tempos depois, não satisfaz os que estão do outro lado da tela.
Talvez por esse pequeno detalhe, os novos filmes mostram desfechos diversos e diferentes dos convencionais, mas sempre dão um jeitinho de deixar claro que, apesar de todo sofrimento, de uma forma ou de outra, todos ficam bem. E é assim que a vida é.
Outro fator discutivel pode ser notado em Closer, que traz uma rede de paixões que se complica a cada cena. Alguns acreditam que isso mostra que o amor não é perfeito. No entanto, como defensora fervorosa do amor, vejo o filme como um retrato de nós diante do amor: imaturos, despreparados, cegos em tiroteio.
Essa nova era do cinema traz não só uma legião de filmes muito bons, mas também um marco inportante. Uma época de amadurecimento até mesmo do cinema megalomaníaco e parco que os EUA insiste em gastar milhões de doláres produzindo.
Que essa fase seja próspera e duradoura, porque de qualidade ela já mostrou ser.

Friday, April 28, 2006

Nós Em Outra Voz

Esses dias eu estava olhando meu álbum do orkut, e reparei em como as legendas dizem tudo que quero e traduzem não só os momentos em que elas foram tiradas, como a maneira como me sinto em relação a cada uma das pessoas que estão ali. Isso te diz alguma coisa? A mim sim. Me mostra que pessoas diferentes, apesar de suas individualidades, podem passar por coisas parecidas e nutrir sentimentos parecidos também. quem nunca pensou ou disse: "Essa música é a minha cara!" ou "Essa música traduz o que eu passei.". Enfim, os compositores são sábios que entendem exatamente as dores e as felicidades da alma humana(Claro que falo de alguns compositores, não os de arrocha, axé, pagode, e afins).
Chega a ser engraçado como pessoas que estão do outro lado do oceano falam aquilo que queríamos ouvir ou fazem momentos, tantos felizes como de fossa, perfeitos com suas canções que realmente nos dizem mais coisas do que à maioria das pessoas! Acho que não conseguiria viver sem música e é impressionante como algumas engenhocas juntas podem produzir harmonias maravilhosas.
Ultimamente tenho ouvido incansavelmente "Cocoon" de Jack Johson. Conheci através de KK e essa é, sem dúvidas, uma das músicas mais bonitas que já vi, independente de como está meu coração. Enfim, esse texto é pequenininho, mas eu faleid e algo que eu realmente acho importante e que está sempre nos melhores e piores momentos da minha vida. E que, tenho certeza, está na vida de todo mundo também. Assim sendo, tratemos de saudar os grandes compositores de nossas vidas e torcer pra que sempre tenhamos compositores bons pra podermos embalar nossos grandes momentos e acalentar nossas doces lembranças.

Tuesday, April 25, 2006

Palco Virtual

Apesar de esse blog ser chamado de "Devaneios Diários", já se pôde perceber que o diário se revelou um pouco mentiroso...

Ontem, pela primeira vez, resolvi sentar a bunda na cadeira e escrever um "About me" no orkut. Até então só havia colocado músicas, pq achava que seria difícil escrever sobre mim. Isso ontem se mostrou uma grande mentira. Em 2 minutos estava com meu "About me" pronto. E depois que terminei pensei: Pq até agora deixei que outros falassem por mim, se eu mesma poderia ter feito isso muito mais fielmente?". Percebi que o que faltou em mim qndo tentei da primeira vez, foi crença. Não acreditava que poderia e isso me desestimulou bastante. Mas qndo realmente me senti motivada a falar de mim, consegui me expressar claramente e, deixando a modéstia de lado, achei minha descrição muito boa. Consegui passar o que eu queria, e falar de mim, até mais abertamente do que no dia-a-dia.
Quebrei umas reservas ao tocar em certos pontos, mas fui verdadeira em cada linha. Nem acredito que as pessoas ainda têm dificuldade de escrever sobre si mesmos. Quem nos conehce melhor que nós mesmos? Ninguém. E aproveitando que o assunto orkut foi mencionado, coomo poderia deixar de falar dele, qndo tod mundo só fala disso?
Primeiro a quebra de sigilo da conta de usuários do orkut devido a pedofilia, depois um escândalo envolvendo uma estudante que jura que as fotos que circulam na rede são montagens, e por último, mas acredito o mais interessante - pq afeta mais diretamente nossas vidas - o novo recurso do orkut. O orkut agora é dedo-duro. Diz quem tem entrado na sua página e, como troca, mostra aos espionados que vc andou dando uma olhadinha na página deles.
Eu adorei essa novidade! Eles nos dão a opção de desativr o tal recurso, mas eu não tive coragem de abrir mão dessa informação preciosa. Percebi que estranhos visitavam minha página, muitos estranhos, e é diferente a sensação de saber que pessoas de outros estados se interessam, da forma que seja, pelo que vc tem a dizer ou mostrar. E acabamos descobrindo que aquela pessoa que achávamos que tinha esquecido de nós, anda seguindo nossos passos e nossos scraps!
Pode parecer assustador saber que nossas almas de futriqueiros estão sendo estampadas nos profiles em todo mundo. Mas qual o objetivo do orkut senão nos "aproximar" das pessoas, mesmo que seja à distância? Todos que entraram no orkut sabiam que seria uma exposição, alguns não aguentaram a pressão, mas eu continuo lá, e não tenho intenção de sair. O orkut, acima de tudo, é um grande palco da vida. Cada um de nós cria um personagem, uns mais conscientes que outros, mas no fundo sabendo que muito do que está exposto ali faz parte do que queremos que o mundo veja. Esse é o controle que devemos ter pra manter nossa sanidade no orkut. Devemos saber separar as fantasias daquela página e não se deixar abater pelo que sai dali pra nossa vida real. A vida virtual que o orkut nos proporciona muitas vezes faz com que percamos a cabeça, e aí acabamos metendo os pés pelas mãos e desperdiçamos a delícia que é brincar de sermos o que quisermos ali.
Orkut é palco. Portanto, saibamos separar o personagem real do personagem virtual e saborearemos sempre a delícia de vigiar e sermos vigiados. Afinal, somos voyeuristas de carteirinha e essa natureza jamais poderemos negar!!!

Wednesday, April 19, 2006

Welcome folks!

Bem, eis o meu primeiro post. Na verdade já tentei manter um blog, mas falar sobre vc, seus medos, sonhos e angústias se torna cansativo e desestimulante. Usar meu blog apenas como uma válvula de escape, de repente deixou de ser excitante e eu fui abandonando meu cantinho na rede. Mas Rafa Liou reascendeu meu gosto por esse espaço só meu. E mais uma vez me aventuro na posse de um blog. Devo avisar, no entanto, que esse é um blog diferente do que eu mantinha. Esse é um espaço pra falar de coisas bobas, coisas simples do cotidiano, sem muito compromisso em desabafar, até pq perdi essa necessidade de expor ao mundo o que se passa dentro de mim. Dessa forma esse é o lugar onde posso escrever qq coisa, besteiras e coisas que considero importantes, independente da minha experiência relacionada ao assunto. Enfim, aqui começa meu novo blog. E hoje, apesar de ser o primeiro post, e se esperar de mim uma ansiedade infantil diante de um brinquedo novo, antecipo que esse será um começo morno, mas que não reflete, de modo algum, desânimo. Hoje comecei a ler "Quase Tudo" de Danuza Leão. Sei que alguns acharão fútil da minha parte, que outros não sabem nem que é Danuza Leão, e que, com certeza, outros pensarão que se trata de um livro de auto ajuda. Mas não quero entrar nesse mérito, visto que ainda estou engatinhando na minha leitura, e pretendo guardar meus comentários para quando meu conhecimento e opinião se tornarem mais sólidos. Apenas digo que Danuza, além de GLAM, é uma sábia! E pra começar, vou deixar duas frases que estão nesse livro. A primeira é a queridinha de KK, mas que não me entusiasma tanto, apesar de ser interessante. A outra também não é nada extraordinário, mas nos faz pensar na maneira como encaramos nossas escolhas e a execução dos nossos planos. "Comecei a desconfiar que o amor não é tudo; até é, enquanto se está amando, mas, pra viver uma paixão, é preciso renunciar à própria vida, uma opção perigosa que não costuma ser eterna." - Nem sempre as relações dão certo, mas o fundamental, independente de qualquer coisa, é sabermos que, de tudo que abrimos mão quando estamos amando, nossa personalidade é algo fora de negociação.
"Ficou difícil, quando tive minha própria família, montar uma árvore no Natal. Até tentei, mas foi um fiasco, como tudo o que se faz sem acreditar." - Se você não acredita no que está fazendo, pare de fazer e não recomece. Você só vai desperdiçar seu tempo e impedir que alguém realmente interessado o faça, e bem feito.